quarta-feira, 12 de agosto de 2009

"For sounds in winter nights, and often in winter days, I heard the forlorn but melodious note of a hooting owl indefinitely far; such a sound as the frozen earth would yield if struck with a suitable plectrum, the very lingua vernacula of Walden Wood, and quite familiar to me at last, though I never saw the bird while it was making it. I seldom opened my door in a winter evening without hearing it; Hoo hoo hoo, hoorer, hoo, sounded sonorously, and the first three syllables accented somewhat like how der do; or sometimes hoo, hoo only. "
THOREAU, in Walden, "Winter Animals", ch. 15.

Esta é uma short story que narra as aventuras de um gato branco chamado Bonifácio. Sendo o herói o próprio narrador, Bonifácio leva-nos a conhecer um mundo subterrâneo, onde os sons nos transportam à visão de uma paisagem gótica e à imanência do ser num universo iluminado pela poeira dourada do final da tarde. Esta poética do pó, na leveza de uma entidade nocturna, "materializa-se", absurdamente, na efemeridade da virtualidade: POUDRE D'OR. Recuando até ao século XVIII, Bonifácio protagoniza o viajante em demanda de um lugar de felicidade. Bonifácio Licurgo é o Semeador de Pó.

São três os capítulos que compõem esta short story:

I-A Vassoura da Memória
II-Palimpsesto dos Sentidos *
III-(Re)escrita do Pó
Prólogo

nota do autor:
*expressão utilizada na dissertação de mestrado por ela: Isabel Monteverde